Venda de refinarias e políticas de preços: combustíveis cada vez mais caros

O preço dos combustíveis foi um dos principais assuntos do país em 2020, não só nas rodas de jornalistas e políticos, mas também no dia a dia de todos os brasileiros.

Além dos aumentos sucessivos desde o começo do governo de Jair Bolsonaro, que por sua vez aumentam a inflação e o custo de vida no país, o próprio presidente passou a lançar a ideia de privatizar totalmente a Petrobras.

Tudo isso para esconder que a culpa é do próprio governo, que não está comprometido com o desenvolvimento do país.

 

Expandir a capacidade de refino

Um dos fatores que têm causado o aumento no preço dos combustíveis no Brasil é a subutilização e o sucateamento das refinarias da Petrobras, como parte da estratégia de privatização que o governo quer fazer neste setor.

O governo traçou a meta de vender 8 das 13 refinarias da Petrobras. Só que isso causaria ainda mais aumentos e geraria sério risco de desabastecimento.

O Brasil é obrigado a importar combustíveis porque o Governo Federal força a Petrobras a produzir muito menos do que sua capacidade.

As refinarias da estatal chegaram a operar com cerca de 60% de sua capacidade, sendo que em 2013 e 2014, por exemplo, elas operavam a 95%.

O governo brasileiro faz a Petrobras caminhar na contramão das maiores petrolíferas do planeta, que estão ampliando seus parques de refino para suprir suas demandas nacionais e exportar os produtos excedentes, que têm maior valor agregado do que o petróleo cru.

Já a opção do governo Bolsonaro é reduzir a produção nas refinarias, comprar combustíveis de outros países (a preço de ouro) e vender petróleo cru (a preço de banana).

O cenário mundial nos mostra que não precisamos privatizar nossas refinarias, e sim investir na expansão do sistema para garantir o abastecimento total do mercado interno e exportar o derivado do petróleo.

 

Mudar a política de preços

Além do desmonte das refinarias, outro fator que acarreta os altos preços dos combustíveis no Brasil é a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) imposta à Petrobras pelos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Com a PPI, o preço dos combustíveis passa a ser atrelado ao mercado internacional de petróleo e à cotação do dólar.

Até o final de outubro de 2021, o preço da gasolina nas refinarias foi reajustado 15 vezes, acumulando alta de 74%, e o diesel teve 12 reajustes, com uma alta acumulada de 64,7%.

Os impactos na inflação e no custo de vida são sentidos por todos, afetando principalmente aos mais pobres, que se veem novamente atormentados pelo fantasma da fome.

Com as privatizações e o atrelamento da empresa ao mercado internacional, a Petrobras tem perdido capacidade de produção, investimento e também de intervenção no mercado para que os brasileiros tenham acesso a combustíveis a preços mais justos.

E não adianta o governo tentar esconder a sua culpa ou transferir a responsabilidade para outras esferas (como governos estaduais). O sofrimento dos brasileiros é reflexo das escolhas do governo Bolsonaro.

Isso precisa parar. A Petrobras deve voltar a priorizar os brasileiros e o desenvolvimento do Brasil.

 

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