Por escolhas dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a Petrobras vem diminuindo a produção em suas refinarias.

Trata-se de uma opção por priorizar a importação de derivados de petróleo, em vez de produzi-los no país, o que acaba afetando toda a população, que tem sua vida impactada negativamente quando há aumento de preços e inflação, e queda na atividade econômica.

Em 2014, as refinarias da Petrobras trabalhavam com 98% de utilização de sua capacidade. Já no primeiro semestre de 2020, a média foi de 75%. Nos últimos 4 anos, houve momentos em que a operação foi reduzida para perto de 60%.

 

Refinarias em carga plena ajudariam o país

Um estudo realizado por professores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRRJ) mostrou que se fosse mantido um uso de 95% da carga das refinarias da Petrobras, o PIB brasileiro teria um acréscimo de R$ 3,5 bilhões por ano. Haveria ainda uma diminuição de 2,04% na inflação no setor dos transportes, 0,54% na inflação de alimentos e 0,62% nos produtos agropecuários.

Ou seja, o governo de Jair Bolsonaro força a Petrobras a reduzir o uso de suas refinarias, mesmo sabendo que isso vai piorar a vida da população. Como agravante, isso acontece em meio a uma grave crise econômica (causada pela falta de competência do próprio governo), com alta dos preços e desemprego recorde.

 

Sucateamento

Tanto a subutilização das refinarias como sua privatização, que também está sendo implementada aos poucos pelo governo Bolsonaro, fazem parte do mesmo projeto, que tem como objetivo final a entrega da Petrobras para grupos econômicos.

Uma política de sucateamento está em curso na Petrobras para vendê-la em partes a preço de banana.

Além de refinarias, o governo também tem privatizado subsidiárias como a BR Distribuidora e a Petrobras Biocombustível (PBio), enfraquecendo cada vez mais a atuação da empresa.

No caso da venda de refinarias, suas substitutas privatizadas poderiam exportar volumes de produção cada vez maiores, se isso for lucrativo no momento. Como consequência, haveria escassez no mercado interno e o Brasil teria que importar mais combustíveis, gerando aumento de preços para os consumidores brasileiros.

Ao abrir mão de sua capacidade de refino, o Brasil também perde a chance de criar “reservas” de combustíveis, essenciais para manutenção de valores mais baixos para a população em épocas de disparada do preço do barril no mercado externo, que impediria não só o aumento dos combustíveis, mas de alimentos, transportes e outros setores importantes.

Entre as cinco maiores empresas do mundo, quatro são estatais, sendo três delas produtoras de petróleo. Isso acontece porque esse setor é estratégico para qualquer país e governos inteligentes não abrem mão deles.

Uma Petrobras forte garante segurança energética para o mercado interno e gera emprego e renda. Suas refinarias são as maiores fontes de arrecadação de tributos nos estados (como é o caso da Regap, em Minas Gerais), e os recursos são revertidos em ações de impacto para melhorar a vida de todos os brasileiros.

Qualquer governo comprometido com o país estaria preocupado em preservar e ampliar esse patrimônio do povo, e não em destruí-lo, como é o caso do governo Bolsonaro.

 

Fonte: Petrobras Fica MG

 

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