Redução de Funcionários coloca segurança em risco

A política aplicada pelo Governo Federal na Petrobras não está comprometendo apenas o potencial da empresa de gerar desenvolvimento ao Brasil. A redução do quadro de funcionários aumenta os riscos de acidentes em suas instalações.

A Petrobras já fechou, apenas no governo Bolsonaro, 37.610 postos de trabalho.
De forma proposital, o governo vem encolhendo a Petrobras para facilitar a sua privatização (inteira ou em partes).

Por isso, a gestão da Petrobras resiste, de maneira absurda, em absorver os cerca de 150 trabalhadores da Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária que atua principalmente na produção de biodiesel. Embora sejam concursados, eles estão sendo “oferecidos” junto às unidades no processo de privatização.

Os atuais efetivos são insuficientes e o drástico quadro de redução imposto pela gestão coloca em risco a segurança dos trabalhadores, das unidades e do meio ambiente.

A elevação do número de acidentes também é sentida em unidades da Petrobras. Os vazamentos de óleo saltaram de 70 m3 em 2014 para 415 metros3 em 2019.

Através dos planos de demissão (PIDVs e PDVs), foram retirados dos quadros da Petrobras 14.311 trabalhadores próprios, uma redução de 22,6%. Eram 63.361 em janeiro de 2019 e 49.050 em dezembro de 2020.
Entre os terceirizados, foram desligados 23.299, uma queda de 20,1%. Eram

116.065 em janeiro de 2019 e passaram a ser 92.766 em dezembro de 2020.

Redução também traz riscos empresariais

Dados levantados pela equipe que elaborou um plano de ação corporativo da Petrobras indicam que os “riscos empresariais” decorrentes da redução de efetivos apontam uma estimativa de prejuízos na ordem de US$ 750 milhões de dólares em “custos não programados, perdas advindas de parada de produção, impactos na reputação da Companhia e na segurança operacional”, incluindo “questionamentos legais referentes ao não cumprimento de efetivos mínimos legais” e “multa diária de órgãos de controle externo”.

Os riscos de acidentes e de danos aos trabalhadores e ao meio ambiente em consequência de “problemas operacionais por falta de pessoal ou por falta de capacitação das pessoas” são cada vez maiores. Além da redução do número de trabalhadores, há problemas como a falta de treinamento e o acúmulo de funções.

A busca por lucro aos acionistas deixa em segundo plano o papel estratégico da Petrobras de garantir o desenvolvimento nacional através da autossuficiência energética. Mais que isso: coloca em risco a segurança e a vida dos trabalhadores que atuam nas unidades da empresa, pela crescente exposição à riscos de acidentes, além de expor o país às consequências ambientais decorrentes dessa redução drástica de funcionários e falta de atenção com as devidas condições de trabalho.

Fonte: Petrobras Fica MG

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