Política de Bolsonaro para Petrobras também pode gerar desabastecimento

Os brasileiros e as brasileiras, principalmente os mais pobres, têm sentido em seu cotidiano os reflexos da política de preços dos combustíveis atrelada ao mercado internacional, imposta à Petrobras pelos presidentes Michel Temer e Bolsonaro.

O litro da gasolina já ultrapassou R$ 7 em vários estados, e tudo está mais caro.

O problema é que o governo Bolsonaro já demonstrou inúmeras vezes que tudo que está ruim sempre pode piorar.

Agora, além dos frequentes aumentos nos preços do gás, da gasolina e do diesel que seguem corroendo o poder de compra das famílias brasileiras, ainda existe o risco de desabastecimento em algumas regiões do país.

Em outubro, a direção da Petrobras afirmou oficialmente que não teria condições de atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis que deveriam ser entregues em novembro.

Se a estatal não tiver condições de atender toda demanda do mercado, algumas regiões ficarão sem gasolina e diesel, o que gerará efeitos em cadeia não só no setor de combustíveis, mas nos preços de inúmeros outros serviços e alimentos.

 

Petrobras precisa voltar a atuar em benefício do povo

O governo Bolsonaro e as empresas distribuidoras que importam combustíveis fazem um jogo de empurra.

Importadores afirmam que a Petrobras deveria elevar os preços nas refinarias. É óbvio que eles falam isso porque compram o petróleo de foram e pagam o preço internacional, e não querem reduzir suas margens de lucro. Aí, desejam que a nossa estatal venda pelo mesmo preço que eles.

Mas isso não tem lógica, afinal, por que a Petrobras deveria elevar os preços para beneficiar a concorrência? Alguma empresa privada faz isso? Por que a estatal deveria fazer? Pois é, não faz sentido.

As distribuidoras ainda fazem chantagem, dizendo que se a Petrobras não aumentar os próprios valores, os preços vão subir ainda mais porque elas reduzirão a quantidade importada. Aí volta a ameaça de desabastecimento.

Isso é outro argumento que não faz sentido, afinal, a maior parte da gasolina vendida no Brasil sai das refinarias da Petrobras. Portanto, subir os preços nas refinarias vai encarecer ainda mais o preço final para grande parte dos consumidores.

Aí sobra a chantagem. As importadoras

 

Sucatear para privatizar

Outro motivo para o risco de desabastecimento é a velha política do ‘sucatear para privatizar’, adotada por governos que desejam entregar o patrimônio público para a iniciativa privada. É o que estão fazendo com as refinarias da Petrobras, que estão sendo sucateadas.

Uma das estratégias foi reduzir 94% para menos 70% a taxa de utilização das refinarias. Isso também aumenta a dependência de importação de combustíveis.

Com a venda total da BR Distribuidora, o setor privado que domina também a ponta da cadeia produtiva do setor de combustíveis pode optar pelo desabastecimento nas regiões consideradas menos lucrativas.

A situação só será revertida com o fim política de preços atrelada ao mercado internacional e ao dólar, e com o fim das privatizações e do sucateamento da Petrobras.

O Brasil precisa de um governo que utilize a Petrobras e as demais estatais em benefício da população. Infelizmente, não é essa a escolha do governo de Jair Bolsonaro.

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