Oligopólio privado na venda de gás de cozinha contribui para alta de preços

O gás de cozinha (GLP) faz parte da lista de produtos essenciais e, antes da grave crise social e econômica, causada pela incompetência do governo de Jair Bolsonaro a partir de 2019, estava presente em 95% dos lares brasileiros.

Só que ele nunca foi tão caro. Em setembro de 2021, atingiu a maior média mensal real deste século: R$ 98,70 por botijão de 13 kg.

Desde 2019, o botijão de gás acompanha o valor do petróleo do mercado internacional e do dólar. A disparada lá fora impacta o mercado nacional. Essa é uma das razões para a disparada dos preços.

A política de preços de paridade internacional adotada pela Petrobras desde o governo de Michel Temer, apesar de ser um relevante fator para o custo final do produto, não é o único.

Distribuição e revenda também impactam muito. E sem a participação estatal para ajudar a regular os preços (e impedir abusos), pior ainda para o consumidor final.

 

Concentração na distribuição do gás natural encarece preço final

O governo de Jair Bolsonaro tenta enganar a população, repetindo a mentira de que as privatizações serviriam para aumentar a concorrência e reduzir preços.

A saída da Petrobras do setor de distribuição de gás desmonta esse argumento.

Por decisão do governo, a estatal se desfez de sua parte da Liquigás.

Com isso, esse mercado, que era comandado por apenas 5 empresas, ficou ainda mais concentrado e agora está nas mãos de 4 grupos privados, que estão apenas interessados em lucrar.

Sem a presença da Petrobras que, além de tudo, atuava como moderadora do mercado (ajudava a “puxar para baixo” os preços), essas poucas empresas irão impor as condições de venda de algo que afeta a vida de milhões de brasileiros.

Pior: há grandes riscos de que cometam o que é chamado de cartel, quando empresas que dominam certos mercados combinam preços. Ou seja, a privatização, em vez de promover concorrência, vai aumentar os riscos de combinação de preços.

 Pelo visto, mais uma vez o poder econômico encontrou um dispositivo sofisticado para conseguir extrair mais lucro às custas da população brasileira.

Sob a falsa bandeira da livre concorrência, retiraram a participação da Petrobras para concentrar tudo nas mãos de grupos privados. O resultado, os brasileiros estão sentindo no bolso.

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