Interesses estrangeiros enfraquecem a Petrobras e impedem a independência energética do Brasil

O Brasil teria condições de se estabelecer de vez como uma potência econômica internacional e o maior símbolo desse potencial é a Petrobras.

Capaz de gerar a autossuficiência energética nacional (ou seja, suprir todas as nossas necessidades por energia), a empresa estatal, porém, é alvo de uma constante campanha de difamação por parte de setores das elites (nacionais e internacionais), com a participação direta de políticos que não têm absolutamente nenhum compromisso com o país.

Estes ataques ficaram ainda mais evidentes a partir de 2007, quando houve a descoberta do Pré-sal.

Apesar da fartura de recursos naturais, o Brasil sofreu historicamente com a desvantagem em relação a potências econômicas internacionais. Ao longo da maior parte do século XIX, o país era uma colônia de Portugal e se notabilizou por ser um país escravagista, agrícola e sem indústrias. Países como Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha e Estados Unidos se desenvolveram a partir da primeira Revolução Industrial, acompanhando o Japão com reservas carboníferas.

Os EUA descobriram o petróleo no final do século e se tornaram uma potência econômica, alcançando a hegemonia global para o século XX. O Brasil só priorizou a geração de energia como foco de uma visão nacionalista no governo de Getúlio Vargas, com a criação do Conselho Nacional de Petróleo. A Petrobras foi criada, enfim, em 1953.

Em pouco tempo as bacias terrestres já não eram suficientes para atender a demanda de petróleo no país e a Petrobras liderou uma busca ao mar, instalando plataformas continentais, com descobertas logo nos primeiros seis meses. A Bacia de Campos (entre a costa norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo) abriu espaço para a sonhada autossuficiência, em 1996.

Fim do monopólio

A quebra do monopólio estatal da Petrobras ocorreu com a justificativa de que traria investimentos estrangeiros para o Brasil, mas isso nunca aconteceu.

Apesar da liberdade para que outras empresas se instalassem, especialmente no setor de refino, as multinacionais estrangeiras sempre tentaram convencer os governos brasileiros a privatizar a Petrobras, já que preferiam assumir, a preços mais baixos, toda a infraestrutura que havia sido montada durante décadas de investimentos.

Isso quase aconteceu quando o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) tentou incluir a Petrobras no plano nacional de privatizações (quando foram vendidas diversas estatais com preços muito abaixo do valor de mercado). Chegaram até a tentar alterar seu nome para Petrobrax, porque era mais fácil de ser pronunciado por possíveis compradores estrangeiros.

Para o bem do país, a privatização não aconteceu e o sonhado protagonismo da Petrobras foi assumido a partir de meados dos anos 2000, com a retomada da produção e das pesquisas. Em 2006, com a adaptação de tecnologias, foi descoberto o Pré-sal, na bacia de Campos. A imensa reserva de petróleo finalmente poderia garantir o desenvolvimento do Brasil.

Ataques estrangeiros ao Pré-sal

A Petrobras cresceu e se tornou uma das maiores empresas petrolíferas do planeta. O que se viu em seguida, no entanto, foi um ataque de governos e empresas estrangeiras.

O fortalecimento do Brasil como força geopolítica mundial do petróleo levantou o interesse de muitas potências que desejam se apropriar da imensa capacidade produtiva da nossa estatal. Essa cobiça se transformou em interferência, tanto é que em junho de 2020 um grupo de 20 congressistas dos Estados Unidos solicitaram que o Departamento de Justiça de lá torne públicas informações sobre como os órgãos de investigação norte-americanos cooperaram com a Operação Lava Jato, no Brasil.

Naquele caso, uniu-se a vontade dos Estados Unidos se apropriarem da riqueza do petróleo brasileiro e a intenção dos membros da Lava Jato que tinham como objetivo principal interferir na vida política do Brasil (inclusive, o então juiz do caso depois foi beneficiado por seus próprios julgamentos e virou ministro de governo que ajudou a eleger com suas manobras).

Agora, a entrega do patrimônio da Petrobras segue em curso, com a privatização de subsidiárias e refinarias, reduzindo o potencial que a estatal teria para voltar a implementar um projeto efetivo de desenvolvimento nacional.

A entrega da Petrobras ao capital estrangeiro atende apenas ao lucro de empresas multinacionais e de outros governos. Isso impede o estabelecimento do Brasil como potência internacional e ainda reduz a sua capacidade de beneficiar diretamente o seu próprio povo.

Não é por acaso que já fomos a 6ª maior economia do planeta, mas agora despencamos para a 13ª posição.

Fortalecer a Petrobras como empresa pública e estatal é fortalecer o Brasil.

 

Fonte: Petrobras Fica MG

 

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