Fraco, Bolsonaro cede às chantagens das importadoras e aumenta combustíveis

Fraco e sem rumo, o governo de Jair Bolsonaro vem cedendo às chantagens das empresas importadoras de combustíveis, que são privadas. Ao mesmo tempo, destina cada vez mais lucro para acionistas da Petrobras.

Mas por que isso impacta os preços por aqui?

Primeiro, porque o governo vem esvaziando a Petrobras. Ao focar cada vez mais na extração e na venda de petróleo cru, o governo quer reduzir o refino nacional e, para isso, estabeleceu como meta a venda de 8 das 13 refinarias da estatal.

Parte da estratégia foi reduzir o refino. É a velha tática de precarizar para privatizar. Desde 2016, refinarias chegaram a reduzir o funcionamento para cerca de 60% de sua capacidade. Ou seja, se o governo faz a Petrobras refinar menos, o Brasil precisa importar mais combustíveis para suprir as necessidades do mercado interno.

As importadoras privadas agradecem.

É por isso que entre o começo do ano e o final de outubro o preço da gasolina subiu 73,4% e o do diesel 65,3% nas refinarias, impactando na inflação e no dia a dia da população.

Mas isso não vai parar.

Em muitos estados o litro da gasolina comum já ultrapassou os R$ 7.

O governo e as importadoras adotam a mesma chantagem: dizem que se não aumentarem o preço pode haver desabastecimento. Mas a questão central é que os principais motivos para os sucessivos aumentos são, na verdade, consequência direta da política de preços que Michel Temer e Jair Bolsonaro impuseram à Petrobras.

Venda da BR Distribuidora

Além disso, o governo Bolsonaro privatizou 100% da BR Distribuidora, dona de uma rede composta por mais de 7 mil postos em todo o país (sim, os postos que levam a marca da Petrobras não pertencem mais à estatal).

Agora com o nome de grupo Vibra, ela é a maior importadora de combustíveis do país. Ou seja, é um fortíssimo grupo econômico privado que coloca mais pressão sobre o governo, já que ela não tem a obrigação de revender apenas combustíveis da Petrobras.

Como funciona essa relação?

As empresas importadoras compram combustíveis de fora pelo preço do mercado internacional. Por isso, elas pressionam o governo para que a Petrobras seja forçada a vender combustíveis em suas refinarias também com base nos preços internacionais.

E o que faz o governo Bolsonaro? Cede às pressões e adota uma política chamada de Preço de Paridade de Importação (PPI), que estabelece os preços dos combustíveis de acordo com as variações do dólar e do petróleo internacional, ignorando os impactos na economia e na vida da população.

Isso significa que a Petrobras é impedida de vender combustíveis mais baratos em suas refinarias.

O prejuízo à população é premeditado, afinal, não faz absolutamente nenhum sentido impedir que a estatal venda seus produtos por um preço menor do que a concorrência.

Nos governos que vieram antes de Michel Temer, a Petrobras segurava aumentos e ajudava a controlar até a inflação. Era bom para os brasileiros. Sabe quem reclamava? As importadoras, que vendiam mais caro; os acionistas, que desejavam mais lucro; e a imprensa, que era patrocinada (por meio de propagandas) tanto pelas importadoras como por empresas que possuem ações da Petrobras.

 

Aumentos sucessivos, população sufocada

Com os aumentos sucessivos, a população fica cada dia mais sufocada, principalmente as famílias que estão em camadas mais pobres, especialmente neste contexto de inflação, estagnação econômica, desemprego e alta do custo de vida.

Além de jogar o Brasil em um abismo econômico e social, o governo ainda impõe uma política que afeta diretamente o preço dos combustíveis e, consequentemente, eleva os preços de outros serviços e produtos, já que a maior parte da produção brasileira, inclusive de alimentos, transita pelas rodovias.

Para a Petrobras voltar a atuar em benefício do Brasil e de seu povo, é preciso barrar o processo de privatização e de desmonte que a empresa vem sofrendo a mando do governo Bolsonaro.

A estatal pode voltar a ser o motor principal da economia do nosso país, mas só se tivermos um governo que prioriza o bem-estar da população. O atual está muito longe disso.

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