Brasil? Que nada! Acionistas estrangeiros acima de todos!

Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo e dotado de alta produtividade no setor, o Brasil tem plena capacidade para ser autossuficiente e atender sua demanda interna de combustíveis a preços justos e ainda utilizar o potencial de suas estatais para diminuir as desigualdades e desenvolver a economia.

No entanto, os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro decidiram jogar tudo isso fora e afastar a Petrobras de seu papel original. Ela foi criada para garantir o bem-estar da população brasileira. Agora, ela serve para privilegiar interesses das camadas mais ricas e das elites estrangeiras.

Com suas políticas de privatização e desmonte, o Governo Federal atrelou a Petrobras aos objetivos de lucro em curto prazo de seus acionistas e o preço dos combustíveis ao mercado internacional, fazendo com que a população pague de forma cada vez mais sofrida essa altíssima conta.

 

Altos preços e lucros

Sob ordens de Michel Temer e Jair Bolsonaro, nos últimos anos a Petrobras tem abandonado a diversidade de suas atividades, reduzido seus investimentos e privatizado subsidiárias estratégias, como a BR Distribuidora (a maior do ramo, com uma rede de mais de 7 mil postos) e também ativos como refinarias e campos de petróleo lucrativos.

A Petrobras poderia aproveitar os lucros recordes para reinvestir no país, ampliar o refino, desenvolver novas tecnologias, gerar empregos, contratar mais empresas fornecedoras e ajudar nosso país a retomar a economia, mas o governo Bolsonaro prefere aumentar os repasses para acionistas.

Entre janeiro e o final de outubro de 2021 o governo fez uma distribuição recorde de R$ 63,4 bilhões para os acionistas em dividendos (que é a parte do lucro que não fica no caixa da empresa).

Os capitais estrangeiros são a maioria entre esses acionistas. Possuem 42,79% do conjunto das ações, enquanto o governo brasileiro possui atualmente apenas 36,75% (embora tenha 50,50% das ações ordinárias, que lhe garantem o controle da empresa).

Enquanto acionistas recebem bilhões, a população paga preços cada vez mais altos nos combustíveis, já que Bolsonaro mantém a política que determina que a Petrobras venda seus combustíveis nas refinarias por preços baseados no mercado internacional de petróleo e no dólar.

Tudo isso impacta no preço pago pelos consumidores. Gasolina a mais de R$ 7 e gás de cozinha acima de R$ 100 já é realidade para muitos brasileiros.

 

Preservar o patrimônio nacional é obrigação do governo

Além dos acionistas, majoritariamente estrangeiros, há muita gente de olho na privatização da Petrobras.

Grandes empresas petrolíferas internacionais têm enorme interesse em adquirir subsidiárias, campos de petróleo e mesmo a Petrobras inteira, se for possível.

Por que deixariam passar essa oportunidade de monopolizar ainda mais o já restrito mercado internacional de combustíveis, um setor tão estratégico quanto lucrativo?

Não é de interesse do setor privado e do mercado especulativo de capitais cuidar dos interesses das populações e da soberania ambiental e econômica de países supostamente soberanos, como o brasileiro. Se a Petrobras fosse privatizada, não haveria motivos para os compradores baixarem os preços dos combustíveis.

Já o papel do Estado e de suas autoridades é zelar pelos recursos naturais e pela população, fazendo com que nossas riquezas, como as reservas de petróleo, sejam exploradas respeitando o meio ambiente e contribuindo com o desenvolvimento da nação.

Para isso, mudanças emergenciais precisam ser feitas nos rumos da Petrobras, para que ela volte a atuar em benefício de toda a sociedade, e não apenas das camadas mais ricas da população.

 

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