Nos últimos 13 anos (entre 2007 e 2020) a Petrobras investiu quase R$ 4 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (REGAP, que fica em Betim-MG), em obras de modernização e melhorias.

Esses investimentos foram responsáveis por gerar empregos, renda e impostos na região.

Além disso, aumentaram a eficiência operacional da refinaria.

Entre 2007 e 2010 foram construídas unidades industriais justamente para tratamento dos combustíveis produzidos, inclusive com menor nível de enxofre (consequentemente, menos poluente).

Esses investimentos garantiram aumento da produção e foram decisivos para que os repasses de impostos da REGAP para o poder público fossem ainda maiores.

E quem mais se beneficiou com esses recursos foi a população mineira.

 

Por que abrir mão de tudo isso a preço de banana?

A REGAP é uma mina de ouro para o povo mineiro. Gera empregos, renda, impostos (cujos valores são usados pelo estado e distribuídos para todos os municípios mineiros), além do pagamento de royalties e muito mais.

Mas agora querem vender tudo isso a preço de banana.

O governo federal planeja entregar 8 refinarias brasileiras (entre elas a REGAP) por um valor estimado em pouco mais de R$ 60 bilhões – uma média de R$ 7,5 bilhões cada, segundo projeções do mercado financeiro.

Só a REGAP pagou 9,3 bilhões em impostos em 2018. Ou seja, o retorno dela em um ano é maior do que o preço pelo qual o Governo Federal quer vendê-la. Isso não faz nenhum sentido!

Sabe quem será o maior prejudicado? Sim, o povo de Minas Gerais.

A REGAP é a maior pagadora de impostos do Estado, e com estes recursos são financiados serviços públicos fundamentais à população, como educação, saúde e segurança, por exemplo.

 

Refinaria bateu recordes

Com o crescimento da produção, graças aos investimentos que recebeu no passado, a REGAP refinou em outubro deste ano 190 mil m³ de Diesel-S10 – menos poluente e que teve a maior produção da história. O recorde anterior foi de 171 mil m³, registrado em setembro de 2019.

A venda do combustíveis, no mesmo mês, também superou a série histórica: no total foram comercializados 165 mil m³, superando o recorde anterior, que era de 162 mil m³, registrado em setembro.

 

Tudo isso pode parar

Além de vender uma mina de ouro a preço de banana, a decisão do Governo Federal irá afetar diretamente a vida de toda a população de Minas Gerais.

Isso porque a REGAP tem compromisso com o povo mineiro. O novo dono terá compromisso apenas com seu próprio bolso.

E se o comprador for uma empresa de fora do país, o dinheiro do povo mineiro será reinvestido em outros países. Bom para eles, péssimo para nós.

O novo dono poderá fazer o que quiser com a refinaria. Poderá, por exemplo, parar de refinar e usar toda a estrutura como depósito de combustível importado, se for mais lucrativo. O resultado disso será menos imposto pago, menos royalties e menos emprego na região.

A privatização vai também gerar um monopólio regional, os preços dos combustíveis devem subir e os produtos podem ficar mais caros, já que a maioria depende do transporte rodoviário.

Isso sem falar nas isenções fiscais que o novo dono irá receber, tirando dinheiro que poderia ser investido nas áreas mais importantes para o povo de Minas Gerais.

E por trás disso tudo tem a estratégia do Governo Federal, que prefere privilegiar a exportação de petróleo cru, enquanto compra de produtos refinados de outros países. Uma opção que já se mostrou equivocada e que no final de tudo resulta em alta de preços para o consumidor final.

Estatais como a REGAP têm uma função para o país muito além de gerar lucro: são verdadeiros motores de desenvolvimento econômico e social e fundamentais para desenvolver as regiões onde estão localizadas.

Por isso, não dê as costas para a REGAP, nem para o nosso futuro. Apoie a campanha #PetrobrasFicaEmMinas!

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