A Petrobras foi criada como estatal para que os recursos do petróleo brasileiro fossem usados para garantir desenvolvimento para nosso país.

Antes do golpe que levou Michel Temer à Presidência da República em 2016, uma das escolhas da empresa e do governo era o controle de preços dos combustíveis, com o objetivo de ajudar a população.

Quando a Petrobras segurava o preço, o restante do mercado também segurava. Isso era bom para os brasileiros.

Mas os setores gananciosos, representantes dos interesses privados do setor de combustíveis, criticavam constantemente essa política.

A velha mídia também fazia as críticas constantes e pesadas. Mas por que os grupos de imprensa criticavam uma política que era benéfica para a população?

É porque entre seus principais anunciantes e patrocinadores estavam empresas privadas do setor de combustíveis. Além disso, no Brasil, como a velha mídia é concentrada nas mãos de poucas famílias, os interesses econômicos e financeiros acabam se misturando.

E a posição de todos aqueles setores críticos sempre foi muito hipócrita, porque desde os anos 2003 a Petrobras sempre teve lucros altíssimos, geralmente superando dezenas de bilhões de reais a cada ano, mesmo reduzindo um pouco sua margem de lucro para segurar os preços dos combustíveis.

Hoje, a Petrobras apresenta lucros altos, mas inchados com o dinheiro da privatização de ativos que eram extremamente importantes e lucrativos.

 

Composição do preço da gasolina

Muitas pessoas acreditam que o preço da gasolina depende apenas da Petrobras. Na verdade, a menor parte é responsabilidade da empresa.

– 27% é o custo da Petrobras (esta é a parte na qual a Petrobras consegue interferir)

– 44% são impostos federais e estaduais

– 15% é o etanol anidro obrigatório

– 14% é de distribuição e da revenda (que são 100% privadas, depois que o governo atual vendeu a BR Distribuidora)

 

O começo do fim

Os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro adotaram uma política que atrelou o preço dos combustíveis no Brasil ao mercado internacional, com base no dólar.

O controle de preços saiu das mãos da Petrobras e foi entregue ao “descontrole” dos interesses privados internacionais.

Isso porque qualquer instabilidade que ocorre lá fora encarece os combustíveis por aqui – ora a alta do dólar, ora algum conflito entre países produtores etc.

Sem contar que o preço na bomba sobe, também, com as taxas de câmbio e com as desvalorizações de nossa moeda (Real).

Essa política de preços resultou, em maio de 2018, em uma greve de caminhoneiros que durou 11 dias. Entre as reivindicações dos grevistas, estava a redução do preço do diesel, que elevava o preço do frete, inviabilizando o trabalho de muitos transportadores de carga.

Sentimos até hoje os impactos daquela greve!

Talvez você esteja se perguntando: “se isso foi uma decisão dos últimos governos (em beneficiar o capital estrangeiro em vez de cuidar da população), será que a privatização da Petrobras não vai equilibrar os preços?”

E a resposta é: não. A venda da estatal só vai piorar a situação.

 

Perda total

As políticas de Temer e Bolsonaro já fizeram a Petrobras perder boa parte de capacidade sua atuação direta pela defesa dos interesses e do bem-estar dos brasileiros.

Com a privatização da BR Distribuidora (dona dos postos que levam a marca Petrobras) em 2019, o governo também abriu mão de possuir outro setor que possui capacidade de segurar os preços dos combustíveis.

Se o governo levar adiante seu projeto de privatização de oito  de suas 13 refinarias (metade da capacidade nacional de refino), as possibilidades de interferência sobre os preços estarão ainda mais comprometidas.

A iniciativa privada estará preocupada com seus próprios lucros, e não com a renda da população.

Os novos donos das refinarias repassarão para nós, os consumidores, quaisquer variações que puderem afetar seu lucro.

E até o custo de vida do povo será encarecido pelo preço do frete das mercadorias que circulam no país, já que a grande maioria delas é transportada em rodovias.

 

Sem compromisso

Se forem privatizadas, as refinarias já não serão mais estatais e não terão mais o dever constitucional de cuidar do país e do seu povo.

E, atenção: a Refinaria Gabriel Passos (REGAP), localizada aqui em Minas Gerais, é uma das que está em processo avançado de privatização.

Se não lutarmos para que ela permaneça estatal, muito em breve seremos os primeiros a sofrer essas e tantas outras consequências.

Por isso, junte-se a nós em defesa da REGAP: #PetrobrasFicaEmMinas

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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