Por ser uma estatal, a Petrobras não busca apenas o lucro, mas contribuir para o desenvolvimento do país e melhorar a vida dos brasileiros.

Mas se o governo mantiver sua política de entrega das riquezas e do patrimônio nacional para interesses privados ou estrangeiros, vamos trocar a prosperidade por um cenário de mais desemprego.

É isso que acontecerá se a Refinaria Gabriel Passos (REGAP) for privatizada.

Localizada em Betim (MG), a unidade emprega cerca de 750 trabalhadores diretos, 1.100 terceirizados, gera milhares de empregos indiretos e impulsiona uma enorme cadeia econômica formada pela rede de fornecedores em Minas Gerais.

Veja, a seguir, os impactos que essa privatização causará aos milhares de profissionais ligados à refinaria mineira, e as consequências para o povo.

Demissões em massa e terceirização

Em geral, empresas privadas buscam meios de baratear custos para que seus lucros aumentem. Os mais comuns são os cortes de empregos e a precarização dos postos de trabalho.

Conforme indica o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, a tendência do mercado tem sido demitir funcionários e contratar outros por um salário menor (mesmo que sejam menos qualificados).

Ou seja, cria uma falsa geração de empregos. Desde a entrada em vigor da Reforma Trabalhista, por exemplo, foram criados milhões de empregos precarizados (principalmente intermitentes, quando a pessoa não tem horário definido e recebe o valor proporcional).

Com a venda da REGAP, portanto, a maior parte de seus profissionais serão demitidos, para que terceirizados sejam contratados, com salários muito ruins e péssimas condições de trabalho.

Dados do extingo Ministério do Trabalho, por exemplo, comprovaram que os índices de acidentes entre terceirizados são muito maiores do que entre os efetivos.

Fragilização da qualidade de vida

Para fazer carreira na Petrobras, é necessário passar por concursos dificílimos, estar em constante capacitação e se manter altamente qualificado.

Os salários são compatíveis com a realidade do mercado e com a capacitação dos profissionais (os da Petrobras estão entre os mais reconhecidos do mundo pela sua qualificação).

Se as refinarias forem privatizadas, a primeira medida será a demissão em massa. Funcionários serão substituídos por precarizados ou terceirizados, que recebem salários muito menores.

Isso terá impacto direto na economia local, já que a massa salarial da região será profundamente reduzida, enfraquecendo o comércio e o setor de prestação de serviços na região.

Além disso, enquanto estatal a Petrobras privilegia sua cadeia de fornecedores locais. Empresas privadas não terão esse compromisso.

Portanto, além do corte de empregos diretos e indiretos, toda a cadeia de fornecedores da refinaria será afetada, sobretudo a renda e a qualidade de vida de milhares de mineiros.

Outro fato relevante é que, das oito refinarias colocadas à venda pelo Governo Federal, a REGAP é a a única localizada na região Sudeste do país (que demanda o maior volume de combustíveis).

Logo, sua privatização colocará em risco o desenvolvimento de Minas Gerais, dos demais estados da região, e de todo o Brasil, de uma forma geral.

A força de Minas

A REGAP faz parte da estratégia de desinvestimentos do governo de Jair Bolsonaro, que colocou metade da capacidade brasileira de refino à disposição do mercado, fazendo com que a Petrobras caminhe na contramão das empresas que mais crescem no mundo.

O objetivo do governo é mantê-la atuante somente na extração e na venda do petróleo cru, beneficiando, principalmente, o capital estrangeiro, e prejudicando o progresso nacional (sobretudo das regiões onde as unidades forem vendidas).

A venda da REGAP fragilizará a economia de Minas, não atenderá às demandas sociais, e favorecerá apenas as elites (social, econômica e política), nacionais e do exterior.

Vendê-la é barrar qualquer expectativa de um futuro mais próspero para o povo mineiro.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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