Só nos primeiros 50 dias de 2021, o preço da gasolina no Brasil teve aumento de 34%, depois de 4 reajustes. No mesmo período, o diesel aumentou 27%.

Isso está acontecendo de forma tão rápida por causa da dolarização do preço da gasolina (que acaba sendo impactado por fatores externos) e pela política de fatiamento e privatização gradual da Petrobras.

A conta está chegando ao bolso dos brasileiros e tem reflexos severos para as famílias e empresas brasileiras.

 

Herança mantida

A política adotada em 2016, sob o governo de Michel Temer e da gestão de Pedro Parente na Petrobras, contribui muito para o atual momento que estamos vivendo, já que, desde então, o valor interno fica dependente do mercado externo, através do mecanismo de Paridade de Preços Internacionais (PPI).

Apesar de extremamente prejudicial aos consumidores brasileiros, ela foi mantida pelo governo de Jair Bolsonaro.

Como o PPI funciona? Se os valores internacionais flutuam (por conflitos entre países produtores de petróleo, excesso ou falta de estoque, entre outros fatores) o preço dos combustíveis no Brasil também segue o mesmo ritmo.

Se o mercado internacional sofre com alguma adversidade relacionada ao clima, por exemplo, o mercado brasileiro, mesmo distante dessas condições climáticas, também deve sofrer diretamente no preço.

Será que é justo com os consumidores brasileiros?

Vamos voltar um pouco no tempo.

Antes de 2016, a Petrobras atuava para regular os preços de mercado, evitando valores abusivos. Isso era ótimo para os consumidores porque os reajustes de preços eram bem espaçados ao longo do ano.

Por isso mesmo a estatal era bombardeada dia e noite pela velha mídia que tem, entre seus anunciantes/patrocinadores, grupos econômicos que desejam se apropriar do petróleo brasileiro. Depois que o governo Temer dolarizou a precificação dos combustíveis, os reajustes passaram a ser muito mais frequentes.

 

Impacto das privatizações

Outro fator que afeta a vida dos brasileiros é a política de privatização que está sendo aprofundada pelo governo Bolsonaro.

Foram colocadas à venda 8 das 13 refinarias da Petrobras, que são responsáveis por 50% do refino nacional.

Para forçar a privatização, o governo reduziu as operações nas refinarias. Se antes algumas chegaram a operar com a 98% de sua capacidade, em algumas localidades essas operações foram reduzidas a menos de 60%.

Com a redução do refino vem a necessidade de compra de combustíveis do exterior para abastecer o mercado brasileiro. Tudo isso encarece o valor de venda que chega ao consumidor.

Aí vem a pior parte: com a venda das refinarias, o Brasil será ainda mais dependente dos combustíveis comprados de fora.

Os aumentos de preço serão ainda mais frequentes, afetando o bolso e a qualidade de vida dos brasileiros.

Só há uma forma de impedir que isso aconteça: suspendendo todas as tratativas de venda das refinarias e fazendo o governo voltar a priorizar os interesses e as necessidades do povo brasileiro.

E isso começa por garantir que a Petrobras permaneça inteira e estatal.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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