Os caminhoneiros organizaram-se para uma nova paralisação. A insatisfação é o preço do diesel, 20% mais caro no último ano, e outros problemas que motivaram a greve de 2018 e cujas soluções nunca saíram do papel.

Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB) representa cerca de 4,5 mil caminhoneiros no país.

Eles culpam o atual governo por manter a política de preços de Temer, altamente prejudicial aos caminhoneiros e a todo o país, e querem o cumprimento das promessas de campanha.

Entre as outras reivindicações estão o preço mínimo de frete, que ainda depende da análise do Supremo Tribunal Federal (STF), após um recurso dos representantes do agronegócio, e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), duas conquistas de 2018.

 

Impactos da greve de 2018

O ano de 2018 foi marcado, entre o final de maio e o início de junho, pela greve dos caminhoneiros, movimento que paralisou estradas e esvaziou prateleiras de mercados.

Também demonstrou a insatisfação da categoria de caminhoneiros com a política de preços da Petrobras, definida pelo governo do presidente Michel Temer (MDB) em 2016 e que é mantida hoje pelo governo Bolsonaro.

A paralisação teve grande impacto na economia. O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens produzidos no País, chegou a ter crescimento projetado de até 3,5%, mas acabou em 1,8%.

O Brasil é um dos países mais dependentes de rodovias no mundo. Ao todo, 58% de suas mercadorias são distribuídas por meio delas por todo o território nacional, segundo dados do Banco Mundial.

 

Entenda o que houve

Em outubro de 2016, poucos meses depois de assumir, o governo Temer implantou uma nova política de preços de combustíveis na estatal: o Preço de Paridade Internacional (PPI). O objetivo foi atender aos interesses estrangeiros.

Com o PPI, o preço dos combustíveis nas refinarias da Petrobrás passou a ser definido não pelo seu valor de produção no Brasil, mas pelo valor do petróleo no mercado internacional. A ele também é adicionado o custo do frete até o Brasil, os gastos portuários de importação, e ainda os gastos com seguros contra variações cambial e do preço do petróleo.

E o governo passou a reduzir as operações nas refinarias. Em 2017, a importação de diesel cresceu 63% em relação ao ano anterior.

E os preços dos combustíveis obviamente subiram. Em alguns momentos, os aumentos chegaram a ser diários.

Foi este cenário que levou à greve dos caminhoneiros em 2018, que mostrou ao país o quanto foi danosa a mudança de política de preços, que favorece ao mercado internacional.

O atual governo venceu a eleição contando com o apoio de muitos caminhoneiros e com a promessa que atenderia as reivindicações da categoria, mas não foi o que aconteceu.

A Petrobras precisa continuar sendo estatal, e sua administração deve mudar completamente seu foco, voltando a priorizar os interesses da população. Só assim o Brasil terá um futuro marcado pela prosperidade e pelos avanços sociais.

 

 

#PetrobrasFicaEmMinas

 

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