Passados sete anos do início da Lava Jato fica cada vez mais evidente como a operação pouco se importou com o combate à corrupção no Brasil.

Divulgação de escutas telefônicas ilegais, colaboração entre juízes e procuradores e o uso de recursos jurídicos para perseguição política, além de tantos outros excessos e irregularidades já amplamente divulgados atestaram a parcialidade da operação.

Cada vez mais a Lava Jato vem ganhando destaque negativo na mídia internacional. Em uma extensa reportagem, o renomado jornal francês Le Monde Diplomatique detalhou como funcionou parte da relação entre juízes e procuradores brasileiros e autoridades dos Estados Unidos.

 

Os mandamentos

Desde muito antes do início da operação, os Departamentos de Estado e de Justiça norte-americanos e o FBI, ainda no governo de George W. Bush, já estavam de olho nas estratégias de “combate à corrupção” (agora sabe-se que nunca foi esse o real interesse) que seriam adotadas no Brasil e de que forma os Estados Unidos poderiam se beneficiar.

Depois que a Lava Jato foi criada, os Estados Unidos só precisavam que o juiz do caso e a equipe brasileira de procuradores colocasse em prática as táticas e procedimentos que beneficiariam a eles.

Entre os “mandamentos”, estava a flexibilização da necessidade de provas em casos envolvendo figuras públicas e grandes empresas (era preciso jogar a opinião pública contra os envolvidos a qualquer custo) e, durante a operação, o uso indiscriminado do compartilhamento de informações fora dos canais oficiais (ou fora dos trâmites legais) e das delações premiadas.

Por falar em delação premiada, esse foi um dos pontos cruciais, porque como grande parte das acusações eram motivadas apenas por questões políticas e, nesses casos, não conseguiam provar qualquer coisa, precisavam de depoimentos de testemunhas dispostas a qualquer coisa para se livrar de uma condenação, inclusive mentir em julgamento.

Foram esses os mecanismos instituídos nos bastidores pelos Estados Unidos e que foram observados como pilares centrais ao longo dos anos de atuação da Lava Jato.

 

Uma ameaça que vem do Sul

Assegurados os mecanismos jurídicos, o intuito era claro: minar o protagonismo brasileiro e da Petrobras na América do Sul, para que os norte-americanos assegurarem seus próprios interesses e garantissem bons negócios para suas empresas.

Prova disso foi a exposição exagerada da Petrobras, inicialmente pela mídia. Depois, as milícias digitais passaram a agir, contaminando grande parte da opinião pública. Além de enfraquecer a estatal, o outro objetivo era influenciar na vida política do país para derrubar o governo.

Por isso, o outro esforço era tentar parecer que a corrupção havia tomado conta da Petrobras e do governo.

 

Só no Brasil

Em vez de apenas prenderem culpados, mas garantirem a manutenção das atividades da empresa e do setor econômico – como acontece nos países democráticos -, a Lava Jato, sempre com o apoio condescendente da velha mídia, apostou na paralisação completa da Petrobras, colocou a estatal em descrédito e reduziu seu poder de atuação.

Como consequência, milhares de fornecedores e de empresas prestadoras de serviço quebraram, gerando uma avalanche sobre o Brasil, acabando com mais de 4,4 milhões de empregos e causando uma perda de R$ 170 bilhões à economia.

Com o estrago garantido pela operação em nome de um falso “combate à corrupção”, a crise e a desmoralização da Petrobras foram os motivos alegados para as medidas de liberalização que a empresa estatal com cada vez mais força desde 2016.

Empresas interessadas na privatização da Petrobras, de seus ativos, poços e, principalmente, da riqueza do Pré-sal, compraram a linha editorial dos principais veículos do Brasil para manter, dia e noite, uma campanha permanente de difamação, interferindo na vida política do país.

 

Submissão

Se hoje o Brasil produz cada vez menos combustível e o governo de Jair Bolsonaro está disposto a abrir mão de suas grandes refinarias – como Gabriel Passos (REGAP) de Minas Gerais – foi graças à atuação da Lava Jato, que garantiu a destruição de toda a cadeia produtiva de petróleo e gás no Brasil e fez como que nosso país fosse obrigado a importar cada vez mais petróleo e diesel dos Estados Unidos.

Em uma complexa teia que envolve questões jurídicas, políticas e econômicas, está provado o quanto a operação Lava Jato também esteve comprometida com interesses estrangeiros para garantir uma Petrobras cada vez menos do povo brasileiro e mais submissa aos interesses de fora.

Já quem defende os interesses do Brasil, defende uma Petrobras integrada, forte e capaz de levar nosso país rumo a um futuro com mais desenvolvimento, qualidade de vida e bem-estar.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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