Quantas vezes ao assistir a um telejornal ou abrir uma matéria na internet sobre a Petrobras você ficou preocupado com a situação da empresa?

Eram manchetes e mais manchetes tentando parecer que tudo o que envolvia a estatal eram casos de corrupção. Mas essa estratégia ia além. A imagem da Petrobras que foi pintada pelos meios de comunicação e analistas econômicos ligados às elites era de uma empresa incapaz de manter suas atividades, como se tivesse apenas prejuízos.

Acontece que esse cenário de caos era apenas uma forma de propaganda negativa para enganar a população. Eles queriam que as pessoas esquecessem que a Petrobras é a maior e mais importante empresa brasileira, e que foi criada para beneficiar nosso país.

Afinal, a empresa sempre apresentou balanços contábeis positivos.

E mais: sua capacidade de gerar lucro foi mantida mesmo com as negociações que puseram fim a patrimônios estratégicos para a empresa e para o país, como a venda de ativos nos setores de transporte e distribuição e o sucateamento das refinarias da estatal, que estão operando abaixo de sua capacidade produtiva.

 

Nunca no vermelho

No universo contábil, analisar a chamada Geração Operacional de Caixa (GOC) é um importante parâmetro para medir a saúde financeira de uma empresa. Essa análise é feita por uma conta relativamente simples, que envolve o caixa gerado nas operações da empresa (vendas) descontadas as despesas e gastos com a prestação dos serviços.

Ou seja, este valor é o que ficou com a empresa após o pagamento de todas as despesas e custos. E é a partir do valor da Geração Operacional de Caixa que serão feitos novos investimentos na empresa e serão pagos dividendos a seus acionistas.

No caso da Petrobras, nos últimos anos, essa geração de caixa foi sempre positiva. De 2011 para cá, o valor da GOC da Petrobras esteve sempre em um patamar superior a US$ 25 bilhões, o que comprova que, mesmo com todos os tipos de ataques aos quais a empresa esteve sujeita, a saúde financeira da estatal esteve em dia.

 

Subsídios

Grande parte dos ataques que a Petrobras passou a sofrer de economistas da grande mídia (patrocinadas por empresas que desejam se apossar do petróleo brasileiro) ocorreu no período em que a estatal praticou segurou o preço do litro da gasolina em suas refinarias, entre 2011 e 2014.

Ou seja, para que a população não pagasse caro pelo combustível foram dados subsídios.

Desvirtuando a realidade, esses economistas diziam que a política de preços seria responsável por fazer com que a Petrobras “quebrasse”, deixando suas atividades inviáveis. Eles queriam que a população acreditasse que não havia alternativa a não ser vender seus ativos (subsidiárias, refinarias, plataformas, poços de petróleo, etc).

Mas acontece que mesmo nesse período dos subsídios, os valores da Geração Operacional de Caixa estavam mantiveram-se altos. Ou seja, não havia “quebradeira” nenhuma, como a campanha de difamação em cima da empresa queria fazer parecer.

Pelo contrário. Pois, na época, antes de perseguições jurídicas, a Petrobras mantinha normalmente seu funcionamento, suas refinarias operavam próximo de 100% da capacidade e, mesmo vendendo combustível a preços mais baixos do que os praticados fora do país, a empresa apresentava saúde financeira muito positiva.

Isso que no período 2011-2014 a estatal investiu cerca de US$ 40 bilhões por ano para ampliação das operações e desenvolvimento de novas tecnologias. Ainda assim, obtinha elevados lucros e proporcionava bons dividendos (divisão de partes dos lucros) aos acionistas.

 

Mais barato para fora?

O incoerente é que os setores que representam interesses de fora do Brasil espalham a mentir de que a Petrobras vende combustíveis mais baratos para outros países.

Apesar de ser mentira, muitas pessoas acreditam e compartilham essas inverdades em suas redes sociais. Elas não sabem que a Petrobras vende para o estrangeiro pelo mesmo valor que o combustível sai das refinarias aqui para o mercado nacional.

A diferença é que alguns países que compram resolvem subsidiar o preço, reduzem impostos e fazem com que suas populações paguem mais barato do que no Brasil (aqui, depois que sai da refinaria, são acrescentados impostos estaduais e federais, custos de transporte, distribuição e venda – todos privados).

 

A favor do Brasil

Mas voltando à realidade. Essa saúde financeira significava novos investimentos em tecnologias que aumentaram ainda mais a capacidade produtiva da Petrobras, desenvolvendo, por exemplo, técnicas mais eficientes de extração e de refino do petróleo.

Tudo isso contribui para reduzir os custos operacionais e baratear o preço dos refinados, especialmente dos combustíveis.

Infelizmente, por causa da forte campanha de difamação e perseguição jurídica da operação Lava Jato (esta que agora ficou comprovado que não passava de um joguete político), a estatal foi colocada em descrédito.

Apesar disso, a Petrobras sempre mostrou o seu valor e sua capacidade de operação a favor dos brasileiros. E é por isso que, ainda hoje, devemos lutar para que  ela seja mantida pública, sem interferências externas e com compromisso com os interesses nacionais.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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