As decisões do Governo Federal estão custando muito caro justamente para a população mais carente do país.

Cenas de pessoas utilizando álcool, carvão e lenha para cozinhar se tornaram mais frequentes nos últimos anos. E os acidentes pela falta de segurança desta forma de cozinhar também aumentaram.

Segundo dados do IBGE, aumentou de 11 milhões para 14 milhões o total de famílias brasileiras que passaram a usar lenha ou carvão para cozinhar nos últimos dois anos. É o Brasil voltando ao passado.

Enquanto isso, hospitais especializados alertam que aumentou o número de pessoas queimadas por uso de lenha, carvão e álcool para cozinhar no dia a dia.

A situação tende a piorar. No início de janeiro, a Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito do Petróleo (Asmirg) afirmou que o gás de cozinha poderá chegar a R$ 200 este ano.

Mas você sabe o que está por trás deste aumento absurdo no preço?

 

Privatização da Liquigás

O preço do gás de cozinha encerrou o ano passado com alta de 9,24%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa mais que o dobro da inflação (4,52%) registrada no ano passado.

Este aumento absurdo (e a possibilidade de aumentar ainda mais) coincide com a privatização da Liquigás.

O mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que engloba o gás de cozinha, era fortemente concentrado. Cinco distribuidoras detinham 92% do mercado, sendo elas: Ultragraz, Liquigás, Supergasbras, Nacional Gás e Copagaz.

A Liquigás, como uma subsidiária da Petrobras, tinha um importante papel em meio a este oligopólio: o de atuar como moderadora do mercado em meio às demais empresas.

Ou seja, a estatal ajudava a puxar os preços para baixo, favorecendo o cidadão brasileiro.

Dando sequência ao plano de desmonte da Petrobras, em 2019, o Governo Federal vendeu, sorrateiramente, a Liquigás. Quem comprou foi o consórcio formado entre Copagaz, Itaúsa (holding de investimentos do Itaú Unibanco) e Nacional Gás.

Em vez de aumentar a concorrência, a privatização da Liquigás vai reduzi-la.

Agora, em vez de cinco, são apenas quatro empresas dominando 90% do mercado de gás no Brasil. O consumidor acaba de perder uma opção de compra e a empresa que impedia as demais de definirem preços absurdos. O resultado já pode ser visto.

 

Política de preços prejudicial ao consumidor

Outro fator é a política de preços adotada pelo governo federal.

Em vigor desde 2019, a política atual de preços do gás de cozinha prevê reajustes sem periodicidade definida. O preço está atrelado a dois componentes: dólar e cotação internacional do petróleo (política implementada pelo governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro).

A alta do preço do gás de cozinha comprova que a privatização é prejudicial aos interesses do povo, pois encarece produtos e serviços. Como a política do atual governo prioriza os interesses de quem já tem muito. Os que têm menos, sofrem.

O povo brasileiro merece respeito e o governo precisa mudar urgentemente sua política para a gestão da Petrobras.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *