A política de desmonte da Petrobras, implementada pelo Governo Federal, segue causando estragos de norte a sul no país.

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras no Paraná (Fafen-PR) foi fechada em janeiro de 2020. Cerca de mil trabalhadores (diretos e indiretos) foram sumariamente demitidos, causando prejuízos a toda a região.

Outro efeito colateral apareceu um ano depois.

A Fafen-PR tinha potencial de produção de 360 ​​mil m³ de oxigênio por dia, quase cinco vezes mais que o consumo diário de oxigênio na capital do Amazonas, Manaus, que era de cerca de 76 mil m³ em janeiro de 2021.

O Governo Federal foi responsável não apenas pela crise, mas por ter acabado com as ferramentas que ajudariam a salvar vidas no Amazonas!

É uma absoluta falta de responsabilidade e comprometimento com o povo brasileiro!

 

Mortes por sufocamento

A capital do Amazonas sofreu um pico de internações por causa do novo Coronavírus após as festas de fim de ano e a abertura do comércio.

Com as unidades de saúde lotadas, começou a faltar oxigênio hospitalar, afetando todos os pacientes, e não apenas aqueles que estavam internados pela Covid. Muitos acabaram sendo transferidos para outros estados.

Os cilindros com oxigênio são essenciais para estabilizar os pacientes de Covid-19 que desenvolveram a forma mais grave da doença — além de pacientes com outras enfermidades.

Como o oxigênio hospitalar é um item fundamental manter as chances de vida de pessoas que entram no estágio crítico da doença, o esgotamento criou um cenário de calamidade, com pessoas morrendo em uma proporção desesperadora.

Uma verdadeira operação humanitária foi necessária para ajudar os pacientes internados nos hospitais. Inúmeras doações foram feitas, inclusive de países como a Venezuela, que enviaram cilindros de oxigênio para o estado (diferentemente da mentira contada pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que disse que era de uma empresa privada).

Mas o pior é que o governo brasileiro já sabia que faltaria o oxigênio hospitalar em Manaus e não tomou nenhuma providência.

 

Fechamento da Fafen-PR

A Fafen-PR era uma empresa importante para a economia da região. Muitos trabalhadores saíram de outras cidades do Paraná e mesmo de outros estados à procura de oportunidades. A estimativa é que pelo menos 3 mil postos de trabalho na cadeia produtiva foram atingidos pelo fechamento.

Localizada em Araucária (PR), a fábrica era vizinha da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), que lhe fornecia matéria-prima. A unidade tinha capacidade de produção anual de 700 mil toneladas de ureia e 475 toneladas de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), obrigatório para reduzir a emissão de poluentes de veículos pesados movidos à diesel.

Araucária deixará de receber anualmente R$ 75 milhões em impostos e com a perda de renda das pessoas que foram demitidas. O Paraná deve perder R$ 50 milhões por ano. E o Brasil está voltando a ser dependente dos fertilizantes estrangeiros.

 

Hibernar para entregar

A Petrobras considera que a Fafen-PR está em “hibernação”. Hibernar é paralisar totalmente um ativo, incluindo até as manutenções. A defasagem de uma estrutura causa a redução do seu valor, ficando mais atrativa para a venda à iniciativa privada. É uma manobra para facilitar a venda.

Para justificar o fechamento da unidade, a Petrobras fez uma manobra contábil, aumentando o preço da matéria-prima, que vinha da própria Petrobras, para que os relatórios financeiros apresentassem prejuízo.

A atual gestão da Petrobras também paralisou 62 plataformas da Petrobras com a desculpa de que elas não possuem meios econômicos para operarem em um cenário de baixo preço da matéria-prima, principalmente em meio à pandemia do Coronavírus.

Só que a Petrobras foi criada para beneficiar a população brasileira e, se o governo deixasse, poderia estar salvando a vida de milhares de brasileiros.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

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