A política de desmonte da Petrobras adotada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, tem como um dos principais pilares a venda de 8 das 13 refinarias da Petrobras.

A ideia do governo é concentrar as operações da Petrobras apenas na extração de petróleo e venda de óleo cru. Uma política que levará o Brasil a se tornar um país colônia, vendendo para o exterior apenas matéria prima (barata) para comprar produtos refinados (mais caros) como a gasolina.

O governo projeta a venda das refinarias ignorando os alertas de que criará monopólios regionais no país, com severos prejuízos para todos os brasileiros.

Mas isso não importa, afinal este é um governo eleito para cuidar dos interesses do capital externo e dos grandes empresários.

 

Pedido de paralisação da venda ao CADE

A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biodiesel (Brasilcom) e o Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) entendem que há risco de concentração dos mercados atendidos pelas unidades, caso a Petrobras privatize as refinarias.

A Brasilcom, que representa 46 distribuidoras regionais, afirma que se viu surpreendida com a incapacidade do governo em garantir que não se formem monopólios privados regionais a partir da venda dos oito ativos.

No entendimento da Brasilcom, faltam regras para garantir que a transição na operação das refinarias preserve a competitividade das distribuidoras de menor porte.

O temor é que o mercado fique fechado apenas para os novos donos das refinarias e da infraestrutura necessária para movimentar os combustíveis, por exemplo.

 

Não haverá qualquer ganho para os consumidores

Um recente estudo PUC-Rio mostra que a venda das refinarias criará monopólios regionais. Garante ainda que não haverá qualquer tipo de ganho de competitividade que possa se refletir em redução de preços aos consumidores finais.

Isso porque não haverá modais de alta capacidade que interliguem os mercados. Ou seja, as refinarias irão restringir sua atuação à própria região (diferentemente do que acontece hoje, com toda a rede nacional interligada da Petrobras). Elas terão poder para determinar os preços.

Segundo o estudo, a região de Minas Gerais é uma das que possuem grande potencial de monopólio regional, caso a Refinaria Gabriel Passos (REGAP) seja privatizada.

Se isso continuar, o mercado interno será determinado pelos interesses privados. Os consumidores serão profundamente prejudicados com o aumento de preços e o risco de escassez (falta de combustíveis).

Além disso, o Brasil será ainda mais dependente da importação de combustíveis estrangeiros.

Não haverá investimentos e a estatal perderá, de vez, sua atuação protetora em nosso país. Políticas públicas deixariam de ser financiadas, e o povo brasileiro enfrentaria ainda mais dificuldade para ser atendido em seus direitos mais básicos.

Nosso povo merece muito mais. Quem é comprometido com o Brasil defende uma Petrobras estatal, forte, e refinarias voltadas ao desenvolvimento do país!

 

#PetrobrasFicaEmMinas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *