Em 2019, o Governo Federal iniciou os processos de privatização da Refinaria Gabriel Passos (REGAP) da Petrobras, localizada em Betim, Minas Gerais. Desde lá, a produção da refinaria tem diminuído sistematicamente, a partir de uma política de desinvestimentos.,

O objetivo do governo é usar a velha tática de sucatear para privatizar.

A REGAP é responsável por 7% do refino nacional e atende grande parte do mercado de combustíveis dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás (mas atende outros também).

Sua privatização, além de encarecer os combustíveis na região, impactaria diretamente nas condições financeiras do estado e das cidades. Só para Betim, a REGAP repassa R$ 30 milhões por mês, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

Para Minas, ela é ainda mais relevante: é a maior pagadora de impostos. Em 2018, foram R$ 9,3 bilhões.

A refinaria produz gasolina, diesel, combustível marítimo, querosene de aviação, gás de cozinha, asfaltos, coque verde de petróleo, óleo combustível, enxofre e aguarrás.

 

Prejuízos para a maioria

Transformando este braço forte da Petrobras em mais uma empresa gerenciada pela iniciativa privada, a população de Minas Gerais seria profundamente prejudicada.

Muitas famílias que dependem das atividades da refinaria serão atingidas, ficando sem empregos e pagando mais nos combustíveis e nos produtos de maneira geral.

Se ela for privatizada, a tendência é que grande parte da produção da refinaria seja exportada, não ficando aqui no Brasil. Dessa forma, municípios mais distantes poderão, inclusive, encontrar dificuldades de abastecimento.

Não podemos esquecer que o objetivo dos acionistas é o lucro. Por causa da tal política de “desinvestimentos” aplicada pelo governo de Jair Bolsonaro, cortes já estão sendo feitos em diversas áreas.

Isso impacta também na enorme cadeia produtiva, formada por inúmeros fornecedores (são mais de 12 mil no Brasil inteiro), que geram dezenas de milhares de empregos só em Minas Gerais.

Os trabalhadores serão cada vez mais precarizados, expostos à riscos de saúde e segurança; e os projetos socioambientais de desenvolvimento regional promovidos pela Petrobras, enquanto estatal, deixarão de acontecer, impactando as comunidades envolvidas e a biodiversidade da região.

A pressão popular para impedir a privatização da REGAP é fundamental! É a certeza de comprometimento da estatal com todo o estado de Minas Gerais, e com o restante do Brasil.

 

#PetrobrasFicaEmMinas

 

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